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Família Consolata 2

Bem-aventurada Leonella Sgorbati: conexão empática com São José Allamano

O martírio da Irmã Leonella foi precedido por uma intensa experiência interior com Jesus, o Deus oferecido para a salvação de todos, e por uma íntima comunhão com São José Allamano.

Por equipe da Postulação

A empatia foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das habilidades pessoais fundamentais para a vida (life skills) e considerada um elemento central porque forma a base de muitas outras habilidades essenciais para o bem-estar individual e coletivo. Querendo resumir as várias definições de forma simples, podemos dizer que a empatia é a capacidade de perceber e compartilhar as emoções dos outros, de entrar em um relacionamento com os outros compreendendo-os profundamente, participar de seus sofrimentos e alegrias, intuir seus possíveis pensamentos e responder a eles da maneira mais adequada.  

Se olharmos para a questão sob uma perspectiva bíblica, se percebe que o Deus revelado nas Sagradas Escrituras não é um Deus distante ou indiferente aos acontecimentos do mundo. Pelo contrário, ele é um Deus empático, ele se permite envolver na história humana, porque ama o homem e a mulher que criou, ama a criação e caminha ao lado deles, tornando-se presente, de forma concreta, em sua história.

A forma empática de ser de Deus é um convite para que cada pessoa viva relacionamentos verdadeiros e profundos: com Deus, com os outros e com a natureza. Deus nos ensina a não permanecer indiferentes, mas a participar com amor e atenção da vida que nos cerca.

Observando o vínculo entre o fundador das Irmãs Missionárias Consolata, José Allamano, e uma de suas filhas espirituais, Irmã Leonella Sgorbati, essa atitude é mais claramente compreendida. Embora não conhecesse pessoalmente o Fundador, Irmã Leonella assimilou profundamente seu carisma de consolação, incorporando-o em sua experiência missionária.

Dessa forma, desenvolveu uma profunda empatia por ele, aceitando sua herança espiritual e traduzindo isso em escolhas concretas, vivendo com generosidade e total dedicação, como uma filha autêntica e consistente.

Sua vida missionária foi uma oferta contínua, vivida momento a momento, até o pleno dom de si mesmo no martírio, em fidelidade ao que o Fundador indicara:

“… Todas vocês devem ter força de espírito para suportar o martírio; mas lembrem-se: esta é uma graça que o Senhor concede àquelas almas generosas ao fazer pequenos sacrifícios”. 

O martírio da Irmã Leonella foi precedido por uma intensa experiência interior com Jesus, o Deus oferecido para a salvação de todos, e por uma íntima comunhão com São José Allamano. Esse vínculo tornou-se particularmente evidente alguns meses antes de sua morte, quando, fazendo uma pausa em oração em seu túmulo, abriu seu coração para ele, dizendo:

“Conceda-me a graça do verdadeiro discipulado. Conceda-me dar minha vida com Ele na verdade todos os dias, momento a momento, com fidelidade, verdade, reciprocidade, união total. Peço que seja verdadeiramente sua filha no seguimento de Cristo, em união com Jesus-Eucaristia. Consagro-me aqui, em Suas mãos, renovando meus votos ao Senhor“

Em conclusão, somente uma pessoa como a Irmã Leonella Sgorbati, capaz de manter um legado em seu coração e entrar em profunda harmonia empática com o Fundador, sabe como receber e valorizar o presente recebido com coerência. Pode-se dizer, portanto, que ela é uma mulher que não apenas compartilha a paixão de José Allamano em dar a conhecer Jesus, mas desperta nos outros o desejo de segui-lo e anunciá-lo.

“Sonho com uma comunicação que possa nos tornar companheiros na estrada de tantos de nossos irmãos e irmãs, para reacender a esperança neles em um momento tão conturbado. Uma comunicação que seja capaz de falar ao coração, gerar compromisso, empatia, interesse pelos outros” (Papa Francisco)

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