Caminhada de uma vida junto às crianças da Catequese
Leiga Missionária da Consolata relata sua vida como catequista da Paróquia São Marcos Evangelista, São Paulo, SP.
Meu nome é Doris, sou casada com Ramiro, e somos LMC (Leigos Missionários da Consolata) e do Movimento das ENS (Equipes de Nossa Senhora), nosso país de origem Bolívia. Temos dois filhos: Javier, casado com Evelise que tem uma filha, nossa neta Julia, e Luís, casado com Sara.
Recebi o convite do padre José Radici, já falecido, missionário da Consolata, para participar da semana de formação de catequista da minha paróquia, São Marcos Evangelista, situada na Pedra Branca, zona norte da cidade de São Paulo. Nem imaginava que ali, nessa semana, despertaria em mim o chamado e vocação ao serviço do ministério de catequista. O convite foi feito há 35 anos, e desde então sirvo com amor e alegria as crianças na catequese, na preparação desta linda experiência e caminhada na Iniciação à Vida Cristã.

Logo veio o convite da Irmã Domenica para ingressar na família LMC, o qual CONSIDERAMOS UMA DIVINA PROVIDÊNCIA. Iniciamos nossa caminhada e a beber desta fonte de espiritualidade de São José Allamano, que nos fortalece na nossa vida familiar e no Movimento das ENS que nos chama para à santidade e espiritualidade dos casais.
Tenho aprendido muito com os catequizandos e suas famílias que entraram na minha vida e eu entrei na vida deles, ilumino e sou iluminada, rego e sou regada.
Rezo e peço a São José Allamano e à Nossa MÃE Consolata que me fortaleçam e me dêem forças para continuar a perseverar nesta vocação e enfrentar os desafios os obstáculos do dia a dia (Papa Francisco na sua audiência com os catequistas nos chamou de jardineiros de gente e guardião da memórias de Jesus Cristo). Estas palavras me levam sempre a refletir sobre a minha responsabilidade como catequista e o meu SIM e que com certeza quando entro na sala dos encontros não entro sozinha, entro com a Igreja.
Um dia de alegria que pude vivenciar foi o dia que recebi o ministério de catequista na Catedral da Sé. O Bispo na hora da benção e entrega me perguntou meu nome respondi firme e forte Catequista Doris e ele me disse uma catequista para além das fronteiras, momento de grande emoção, após, uma formação contínua na escola de catequistas, onde fui acompanhada por alguns catequizandos, eles agora catequistas.
Sou madrinha de alguns catequizandos de crisma, de batizado, de investidura para coroinhas e agora começo a ver os frutos desta linda missão, onde alguns catequizandos já são catequistas, outros assumindo serviços pastorais na nossa paróquia, mas sempre os lembro de cuidar e cultivar a nossa espiritualidade e de sermos cristãos coerentes, equilibrados, alegres e criativos, respeitando e acolhendo todos com amor.
Mirtha Doris Rivas Castilho de Garcia, “Tia” Doris, catequista da Paróquia “São Marcos Evangelista”, Bairro da Pedra Branca, São Paulo - SP.